
Título: Capitães de Abril
Ano: 2000
Origem: Portugal | Espanha | Itália | França
Duração: 106 min.
Género: Drama | Histórico
Estreia Nacional: 21/04/2000
Autoria: Ève Deboise e Maria de Medeiros
Produção: Javier Castro, Concha Díaz e Ricardo Evole
Realização: Maria de Medeiros
Intérpretes: Stefano Accorsi, Maria de Medeiros, Joaquim de Almeida, Frédéric Pierrot, Fele Martínez, Manuel João Vieira, Marcantonio Del Carlo, Emmanuel Salinger, Rita Durão, Manuel Manquiña, Duarte Guimarães, Manuel Lobão, Luís Miguel Cintra, Joaquim Leitão, Canto e Castro, Rogério Samora, Pedro Hestnes, Ricardo Pais, José Boavida, António Capelo, José Eduardo, Ruy de Carvalho, entre outros.
Sinopse: Na madrugada de 25 de Abril de 1974 o Rádio Clube Português emite a célebre e interdita canção de Zeca Afonso, “Grândola”. Trata-se um código combinado com o clandestino Movimento das Forças Armadas que nessa madrugada levou um grupo de capitães a executar um golpe de estado e acabar com o regime do Estado Novo. O capitão Salgueiro Maia marcha com o seu regimento sobre Lisboa, decidido a tomar a capital sem derramamento de sangue. Entretanto, Manuel, um outro veterano da guerra de África, toma com um punhado de camaradas o Rádio Clube Português que se vai transformar no centro difusor do progresso da revolução. Antónia, a mulher de Manuel, desconhecendo as actividades do marido preocupa-se com o destino de um aluno, preso pela PIDE. Maia chega a Lisboa e com a ajuda de Gervásio, consegue levar os seus “Chaimites” até ao Quartel do Carmo, onde recebe a rendição de Marcelo Caetano. Nas ruas o delirante entusiasmo popular aclamava os capitães de Abril.
“Capitães de Abril” não foi só o projecto mais arrojado da carreira da actriz Maria de Medeiros, na sua qualidade de realizadora, como foi igualmente uma das mais impressionantes produções do cinema português. Partindo das memórias do capitão Salgueiro Maia, Maria recria com sensibilidade e emotividade o dia que mudou um país. Um golpe de estado absolutamente “sui generis”, na sua concepção e execução que espantou o Mundo e que Maria aborda com contagiante entusiasmo. Entre a apoteose popular nas ruas de Lisboa, com os seus saborosos episódios de circunstância, e os momentos históricos mais marcantes do 25 de Abril, Maria filma com inegável sentido do espectáculo popular a Revolução de Abril. Um belo filme de reconstituição histórica, montado com sinceridade, romantismo e inteligência, que é no limite uma justa homenagem à memória de Salgueiro Maia e a um dia inesqucível que mudou Portugal.
Exibido a 25/04/2001 pela RTP1 – Audiência: Rat. 5.5%, Shr. 23.9%
Fonte: MediaMonitor, com base em dados da Marktest Audimetria